Adeus ao alicate: por que dermatologistas recomendam parar de remover as cutículas

Adeus ao alicate: por que dermatologistas recomendam parar de remover as cutículas

Fofocas

A prática de remover as cutículas durante a manicure é um hábito profundamente enraizado na cultura estética brasileira. No entanto, uma mudança de paradigma vem ganhando força nos consultórios dermatológicos: a recomendação de abandonar o alicate. Longe de ser apenas uma tendência passageira, a preservação dessa fina camada de pele ao redor das unhas é uma medida de saúde preventiva, defendida por especialistas que alertam para os riscos de infecções e inflamações causadas pelo corte excessivo.

A função biológica da cutícula como barreira de proteção

Para compreender por que especialistas sugerem deixar o alicate de lado, é preciso entender a anatomia da região. A cutícula não é um excesso de pele sem utilidade, mas sim uma barreira natural. Ela atua como um selo biológico que protege a matriz da unha — a parte onde ela é formada — contra a invasão de microrganismos como bactérias e fungos.

Ao remover essa proteção, cria-se uma porta de entrada para agentes externos. Pequenos traumas, cortes acidentais ou mesmo a remoção agressiva podem comprometer a integridade da pele, resultando em quadros de paroníquia, uma inflamação comum que causa inchaço, vermelhidão e dor na borda ungueal. A Academia Americana de Dermatologia reforça que, ao manter a cutícula intacta, o organismo mantém sua defesa natural preservada.

Hidratação como alternativa ao corte

O principal motivo que leva muitas pessoas a utilizarem o alicate é o aspecto visual das “pelinhas” ou o ressecamento da região. Contudo, a solução para esse problema não é a remoção mecânica, mas a hidratação profunda. Quando a pele ao redor da unha é mantida hidratada, ela se torna naturalmente mais flexível, maleável e com uma aparência uniforme, eliminando o aspecto esbranquiçado que incomoda esteticamente.

A transição para uma rotina sem alicate exige paciência. Quem está acostumado a retirar a cutícula semanalmente pode notar um aspecto irregular nos primeiros dias. A recomendação é utilizar cremes específicos para mãos e unhas, óleos vegetais ou ceras nutritivas várias vezes ao dia, especialmente após lavar as mãos. Com o tempo, a pele se regenera, torna-se mais fina e deixa de apresentar as descamações que antes exigiam o uso de instrumentos cortantes.

Segurança e higiene no salão de beleza

Se a opção for continuar realizando a manicure em salões, o cuidado com a biossegurança é inegociável. O compartilhamento de alicates e espátulas sem a devida esterilização em autoclave é um vetor conhecido para a transmissão de doenças infecciosas e fungos. A escolha de um profissional que siga protocolos rigorosos de higiene é fundamental para evitar complicações graves.

Mesmo que o alicate seja evitado para o corte da cutícula, ele pode ser usado apenas para remover eventuais “bifes” ou peles soltas que estejam causando desconforto, desde que o profissional tenha a técnica correta. A tendência atual, contudo, é o uso de espátulas suaves apenas para empurrar levemente a cutícula, mantendo a integridade da pele e focando no polimento e na hidratação.

Sinais de alerta para procurar um especialista

Embora a mudança de hábitos ajude a manter a saúde das unhas, é importante estar atento a sinais que fogem da normalidade. Vermelhidão persistente, secreção, dor intensa ou alterações na coloração e na textura da lâmina ungueal são indicativos de que algo não vai bem. Nesses casos, a automedicação ou a insistência na manicure comum pode agravar o quadro.

A saúde das unhas reflete, muitas vezes, o cuidado que temos com o nosso corpo como um todo. Ao adotar práticas menos invasivas, você não apenas protege suas mãos de infecções, mas também promove um aspecto mais natural e saudável a longo prazo. Continue acompanhando A Notícia Chegou para se manter informado sobre temas de saúde, bem-estar e comportamento, sempre com o compromisso de trazer conteúdos relevantes e fundamentados para o seu dia a dia.

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